Olho a vida com um olhar diferente a todo canto que passo.
Olho para aquele menino que com a cabeça baixa caminha pelos cantos da rua descalço.
E que insiste em saber por que a vida o maltrata nessas calçadas tão largas.
E que tudo que passar pela sua mente é ter um cantinho quente e a barriga cheia e uma vida tranqüila.
Às vezes passo nessas ruas tão curtas ou compridas, vejo somente desgosto não em mim mais no que vejo, no que ouço, e no que ainda não vi, penso que o mundo nunca é bom o bastante, e fico a imaginar quando olho para uma criança cuja roupa rasgada e o olhar em prantos da um sorriso sem pedir nada em troca, mais com a barriga roncando, e assim me entristeço por não conseguir mudar tudo isso e que por mais que tentamos ou que eu tente não dar, não consigo, e assim fica a vontade de querer, e sem conseguir fazer a todos entenderem o que é na verdade o querer.


